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quinta-feira, 28 de março de 2013

UM EXAME ANTI-DOPING ACUSA CAFEÍNA?

Uma curiosidade desta substância é que ela é incluída nos regulamentos de doping de todas as federações desportivas, para ser considerada doping a dose deve ser a partir de 12mcg/ml, o que se consegue com a  quarta xícara.

FONTE: INFOESCOLA

Cafeína faz bem ou mal à saúde? Descubra em 8 fatos


A cafeína está presente diariamente na vida de muitas pessoas, o que muitas delas não sabem é que, em doses moderadas, o café pode trazer benefícios à saúde. Já em exagero, pode causar desconfortos e até sintomas mais sérios. Por isso, o siteHuffington Post listou oito fatos essenciais sobre a cafeína. Veja:
O café pode ajudar até a melhorar o humor Foto: Getty Images
1. Faz bem para o humor: se consumido em quantidades moderadas, o café pode fazer muito bem à sua saúde. "A cafeína estimula a liberação da dopamina, um neurotransmissor que ativa a área do cérebro responsável pela atenção e produtividade", explica Rania Batayneh, consultora nutricional do Essential Nutrition For You. E é por causa dessa dose de dopamina que o café pode ajudar a regular o seu humor, pelo menos temporariamente. 

2. Cafeína em excesso pode fazer mal: o café pode trazer benefícios à saúde, no entanto, se você exagerar na dose, o efeito acaba sendo o contrário. "A cafeína é uma droga e, como todas as drogas, pode ter efeitos perigosos quando ingerido em grandes quantidades", diz a expert. "Mais de quatro copos de café podem causar nervoso, irritabilidade, insônia, dores de estômago, tremores musculares e batimentos cardíacos irregulares", disse. 
3. A quantidade ideal: para uma pessoa saudável, o ideal é consumir entre 300 e 400 miligramas de cafeína por dia. Mulheres grávidas e pessoas com pressão alta devem limitar o consumo entre 150 e 200 miligramas por dia. "Tomar mais café do que isso porque causa sintomas desconfortáveis, como a irritabilidade", explica Batayneh.
4. A cafeína pode reduzir o risco de derrame: um estudo recente publicado pela American Heart Association descobriu que as mulheres que bebem mais café apresentavam redução no risco de sofrer um derrame.
5. Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade: antes, a cafeína era vista como uma das causas do Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade. No entanto, foi descoberto que o café pode, na verdade, ser usado como tratamento para a doença. A explicação é que, em doses moderadas, a cafeína aumenta a concentração. Porém, mais pesquisas sobre o assunto ainda devem ser feitas.
6. Café não ajuda a emagrecer: embora muitas pessoas pensem que o café sem açúcar pode ajudar a emagrecer, pesquisas científicas não provam tal feito. "A cafeína pode acelerar o metabolismo, resultando em mais calorias queimadas. Mas, grandes quantias de cafeína podem aumentar o nível de cortisol, o hormônio do estresse, o que pode estar ligado ao ganho de peso", disse a especialista. 
7. Fontes naturais de cafeína são melhores: quando o assunto são as fontes de cafeína, os especialistas são unânimes ao preferir as naturais, já que as artificiais podem conter muito açúcar e outros aditivos. "Café e chá, em doses moderadas, contêm muitos antioxidantes e uma quantidade repeitável de cafeína, oferecendo melhor humor, mais disposição e outros benefícios a longo prazo", disse Batayneh.
8. Atenção aos energéticos: "bebidas energéticas e refrigerantes prometem mais energia, mas poucos benefícios nutricionais", esclarece a especialista. Os energéticos podem ser especialmente perigosos porque misturam altos níveis de cafeína com outros ingredientes estimulantes, como o guaraná. "Ingerir todos esses ingredientes ao mesmo tempo pode levar à uma intoxicação, com sintomas como batimentos cardíacos irregulares e irritabilidade", explicou Batayneh. 

CAFEÍNA


Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cafeína
Alerta sobre risco à saúde
Caffeine.svg
Koffein - Caffeine.svg
Nome IUPAC1,3,7-trimetil- 1H-purino- 2,6(3H,7H)-diona
Outros nomes1,3,7-trimetilxantina
3,7-diidro-1,3,7-trimetil-1H-purina-2,6-diona
Identificadores
Número CAS58-08-2
PubChem2519
ChemSpider2424
Número RTECSEV6475000
Código ATCN06BC01
SMILES
Propriedades
Fórmula molecularC8H10N4O2
Massa molar194.19 g/mol
AparênciaFlocos ou pó branco, sem cheiro
Densidade1,23 g·cm-3[1]
Ponto de fusão
236 °C [2]
Sublima a 178 °C[3]
Ponto de ebulição
Decompõe-se [1]
Solubilidade emágua20 g·l-1 a 20 °C[4]
2.17 g/100 ml (25 °C)
18.0 g/100 ml (80 °C)
67.0 g/100 ml (100 °C) [carece de fontes]
Pressão de vapor20 hPa (80 °C)[4]
Acidez (pKa)−0.13–1.22[5]
Momento dipolar3.64 D (calculado)
Riscos associados
MSDSExternal MSDS
Principais riscos
associados
Pode ser fatal se inalada ou absorvida pelapele.
NFPA 704
NFPA 704.svg
1
2
0
Frases RR22
Frases SS2
Ponto de fulgorN/A
LD50192 mg·kg-1 (rato, via oral, LD50)[6][7]
127 mg·kg-1 (camundongo, via oral, LD50)[7][8]
14,7 mg·kg-1 (crianças, via oral,TDLo)[7][9]
51 mg·kg-1 (homem, via oral,TDLo)[7][10]
96 mg·kg-1 (mulher, via oral,TDLo)[7][11]
400 mg·kg-1 (mulher, via oral,LDLo)[7][12]
Compostos relacionados
MetilxantinasrelacionadosTeofilina (1,3-dimetil-xantina)
Teobromina (3,7-dimetil-xantina)
Paraxantina (1,7-dimetil-xantina)
Acefilina (ácido 2-(1,3-dimetil-2,6-dioxo-purin-7-il)acético)
Pentoxifilina (3,7-dimetil-1-(5-oxohexil)-xantina)
Proxifilina (7-(2-hidroxipropil)-1,3-dimetil-xantina)
Excepto onde denotado, os dados referem-se a
materiais sob condições PTN
Referências e avisos gerais sobre esta caixa.
Alerta sobre risco à saúde.
A cafeína é um composto químico de fórmula C8H10N4O2 — classificado como alcalóide do grupo das xantinas e designado quimicamente como 1,3,7-trimetilxantina. É encontrado em certas plantas e usado para o consumo em bebidas, na forma de infusão, como estimulante.
A cafeína apresenta-se sob a forma de um pó branco ou pequenas agulhas, que derretem a 238 °C e sublimam a 178 °C, em condições normais de temperatura e pressão. É extremamente solúvel em água quente, não tem cheiro e apresenta sabor amargo.
Entre o grupo das xantinas (que incluem a teofilina e a teobromina) a cafeína é a que mais atua sobre o sistema nervoso central. Actua ainda sobre o metabolismo basal e aumenta a produção de suco gástrico.
Doses terapêuticas de cafeína estimulam o coração aumentando a sua capacidade de trabalho, produzindo também dilatação dos vasos periféricos.
Modelo tridimensional de uma molécula de cafeína.
Uma xícara média de café contém, em média, cem miligramas de cafeína. Já numa xícara de chá ou um copo de alguns refrigerantes encontram-se quarenta miligramas da substância. Sua rápida ação estimulante faz dela poderoso antídoto à depressão respiratória em consequência de intoxicação por drogas como morfina e barbitúricos. A ingestão excessiva pode provocar, em algumas pessoas, efeitos negativos como irritabilidade, ansiedade, dor de cabeça e insônia. Os portadores de arritmia cardíaca devem evitar até mesmo dosagens moderadas, ainda que eventuais, da substância. Altas doses de cafeína excitam demasiadamente o sistema nervoso central, inclusive os reflexos medulares, podendo ser letal. Estudos demonstraram que a dose letal para o homem é, em média, de 10 gramas.

Ocorrência

Cafeína é encontrada em muitas espécies de plantas, sua função no organismo vegetal é atuar como uma espécie de pesticida natural, elevados níveis de cafeína são encontrados em mudas jovens que ainda estão desenvolvendo folhagens, mas ainda não possuem proteção mecânica;  a cafeína paralisa e mata determinados insetos que se alimentam na planta. Altos níveis de cafeína também foram encontrados no solo na terra circunvizinha de mudas e grãos de café. Por essa razão é que se imagina que a cafeína tem uma função natural como praguicida e inibidor de germinação de sementes de outras mudas de café nas proximidades possibilitando assim uma maior chance de sobrevivência. 

As principais plantas que contém o princípio ativo cafeína são:

FONTE: WIKIPEDIA

quarta-feira, 27 de março de 2013

DIFERENÇAS ENTRE A ICE, O ECSTASY, A COCAÍNA, LSD, MACONHA E LANÇA-PERFUME




Fonte: Maria Tereza de Aquino, psiquiatra da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Fotos Claudio Rossi/Esdras Martins/Milton Carello/Alfredo Franco/Gerry Gropp

FONTE: VEJA ON-LINE

O que é a droga ICE ou Cristal???


Droga Cristal ou Ice: A droga mais devastadora dos últimos tempos

ecstasy womanA Cristal ou Ice (gelo em inglês) é uma droga que já existe há algum tempo, desde os anos 80, chegou ao Brasil de forma tímida, mas que acabou conseguindo alavancar o número de usuários nos últimos dias. Assim como o ecstasy, na Europa e Estados Unidos a droga é consumida de forma avassaladora por diversos jovens.
A droga Cristal ou Ice tem a aparência de um cristal , forma inofensiva, mas possui o efeito devastador sobre o corpo, que em pouco tempo pode levar até a morte. A droga é produzida em laboratório, sendo assim muito poderosa, chegando a ser 10 vezes mais potente que a Cocaína. De acordo com especialistas, a droga é a mais perigosa que existe atualmente.
A metanfetamina pode ser consumida de várias formas: fumada como o crack, cheirada como a cocaína, injetada ou ingerida como cápsulas (colocada dentro da bebida). A Cristal ou Ice é consumida principalmente em festas de música eletrônica, sendo que a maioria dos usuários é jovem de classe média alta e moradores de grandes cidades.
ice
A droga sintética em apenas vinte minutos, depois de ser consumida, provoca euforia, aumento da resistência, perda de sono e o apetite. Mas os efeitos da Ice não param por ai, por ela agir no sistema nervoso central, coração fica acelerado, a pressão sanguínea aumenta o que pode provocar o ataque cardíaco. Seus efeitos duram até 48h.
Segundo especialistas, o entorpecente é altamente viciante, basta usar uma vez para se tornar dependente. Nos Estados Unidos a droga é tratada como uma epidemia, com campanhas educativas que mostram os efeitos devastadores da droga no corpo.
Portanto, antes de pensar experimentar uma droga dessas, pense que você pode estar entrando em um mundo sem saída. Diga não as drogas!
drogas2


Fonte: Top 30

ICE – droga sintética leva a alucinações e psicose

Droga pode acarretar efeitos tóxicos como distúrbios do sono, náusea, vômito, diarréia, hiperatividade, ansiedade, irritabilidade e agressividade.
Ice - Droga Sintética
ICE, Crystal ou Speed: danos irreparáveis ao organismo
Ice - Droga Sintética
Droga parece um Cristal
Ice - Droga Sintética
Droga sintética é produzida até em pequenos laboratórios
A disseminação das drogas sintéticas deve-se ao fato da facilidade de fabricação, sendo possível produzi-las até mesmo em pequenos laboratórios.
Dentre a gama de tipos oferecidos está a metanfetamina, conhecida como Speed, ICE ou Crystal. Difícil, entretanto, é combater o uso das drogas sintéticas, principalmente pelos jovens. Mas, em todo o Estado de São Paulo, a prevenção e o combate ao tráfico e uso de drogas é cada vez mais intenso e feito, principalmente, por delegacias especializadas, tanto na Capital, quanto no Interior.

A substância é um poderoso estimulante do sistema nervoso central. Em razão desta característica, os usuários utilizam o ICE com a intenção de aumentar a atenção, diminuir o sono e apetite, ou ainda, para buscar a sensação de euforia.
Entretanto, o uso da droga pode acarretar alguns efeitos tóxicos como distúrbios do sono, inapetência, náusea, vômito, diarréia, hiperatividade, aumento da ansiedade, irritabilidade e agressividade.

Utilizado em larga escala, o ICE pode fazer com que a pessoa sofra episódios de psicose, manifestados por paranóia, alucinações visuais, auditivas e táteis.

Embora os sintomas colaterais desapareçam em algumas semanas com a interrupção da ingestão do crystal, o seu uso contínuo pode levar à tolerância. Isso significa que, com o passar do tempo, o usuário precisará de doses cada vez maiores para alcançar os efeitos anteriormente obtidos com medidas inferiores.

Dosagem e uso

Em alguns países, a metanfetamina é comercializada como princípio ativo de medicamentos para emagrecer, sob rigoroso controle de venda. A dose usual é de 10 a 40 miligramas. Contudo, quantidades superiores a 50 mg já podem conduzir o usuário à overdose.

O ICE pode ser usado de quatro maneiras. Quando ingerido oralmente, os efeitos surgem depois de 20 a 70 minutos, chegando durar de 3 a 5 horas. Já com o uso intranasal, a pessoa sente os efeitos depois de 5 a 10 minutos, podendo durar até 4 horas.

Mas, as maneiras mais rápidas de serem administradas são por via pulmonar: fumada ou injetada na veia, uma vez que a ação da droga começa depois de 1 a 2 minutos e pode perdurar até 3 horas.

Por que ICE?

As denominações ICE ou Crystal são referentes ao aspecto cristalino do cloridrato de metanfetamina. Quando a substância é pura, a forma assumida assemelha-se a pequeninos cristais de gelo.

A substância é sintetizada a partir da anfetamina e sua confecção foi primeiramente realizada no início do século XX, para ser utilizada como broncodilatador e descongestionante nasal.
Thaís Camargo
Fonte: www.ssp.sp.gov.br (Portal São Francisco)

Viagem virtual (Material da Revista Veja on-line)

Chega ao Brasil o ice, uma versão turbinada
de anfetamina usada pelos internautas
Cristina Poles e Ricardo Galhardo

Montagem sobre foto divulgação

Há uma nova droga na praça. Depois do ecstasy, chegou a vez do ice (gelo, em inglês). É o aditivo dos internautas adolescentes e aficionados por videogame – aquela turma capaz de passar horas e horas de olhos vidrados na tela do computador, surfando ou lutando contra exércitos de alienígenas na rede. Vendido sob a forma de pedras de cristais transparentes, o ice pode ser dissolvido em bebidas, fumado e até mesmo injetado na veia. Vinte minutos e... o coração dispara. A pressão arterial sobe. As pupilas dilatam. O cérebro é inundado por substâncias relacionadas à sensação de bem-estar. Tem-se a impressão de que o corpo é um poço de energia. O raciocínio parece mais rápido. Os reflexos motores, mais aguçados. A luz vinda do monitor incrementa a dança cerebral. Cansaço, o usuário não sente nenhum. Nem depois de doze horas ininterruptas na frente da máquina.
Como tudo relacionado ao consumo desse tipo de substância, a viagem proporcionada pela "droga virtual" é uma aventura perigosa. Pode levar a convulsões e até à morte por parada cardíaca. As autoridades mal a conhecem. No último verão, tirou o sono da polícia européia. Agora, chegou ao Brasil. Alguns médicos, especialistas na recuperação de dependentes químicos, já ouviram relatos de pacientes que experimentaram as pedras. Uma equipe de investigadores paulistas está infiltrada nos pontos mais prováveis de circulação de ice – as lojas de videogame e os salões de fliperama.
Sob encomenda – As pedras transparentes não preocupam apenas por significar a entrada no país de mais um entorpecente. Elas revelam também a que ponto chegaram a ousadia e a sofisticação dos narcotraficantes. Eles se especializam, cada vez mais, em fornecer drogas sob encomenda, para atender a determinados segmentos do mercado consumidor. Assim como o ecstasy se destinava aos freqüentadores de casas noturnas, o ice visa a um público bem definido, os internautas e jogadores de videogame. É diferente do que ocorre, por exemplo, com a maconha ou a cocaína, drogas que, embora no passado tenham sido associadas a tribos específicas (como a dos hippies e a dos yuppies), hoje são consumidas por diferentes grupos da população. "Essa é a nova estratégia dos traficantes", diz Walter Maierovitch, ex-secretário nacional antidrogas e presidente do Instituto Brasileiro Giovanni Falcone, centro de estudos sobre o crime organizado internacional. "Eles querem condicionar o consumo de entorpecentes a determinadas atividades."

Ricardo Benichio
Dança durante a madrugada: ecstasy como combustível

O ice é uma versão mais potente das antigas anfetaminas, classe de drogas estimulantes do sistema nervoso central. Utilizadas desde a década de 30 para o tratamento da narcolepsia (distúrbio caracterizado pelo excesso de sono), da hiperatividade infantil e da obesidade, as anfetaminas chegaram ao mercado clandestino nos anos 60. No exterior, ganharam o nome de speed. No Brasil, bolinha ou rebite. Agora reaparecem mais concentradas – por isso têm a forma de cristais. "O ice é uma espécie de crack sintético e pode ser tão devastador quanto ele", alerta o psiquiatra Ronaldo Laranjeira, da Universidade Federal de São Paulo. O crack é uma versão barata da pasta de cocaína, vendida para as camadas mais pobres da população. Produzido na China, na Tailândia e nas Filipinas, o ice chega à Europa ocidental depois de atravessar a Rússia. No Brasil, entra via Paraguai. O preço baixo, cerca de 2 reais a pedrinha, é outra fonte de grande preocupação. As autoridades brasileiras temem que daqui a pouco (e com bastante facilidade) a substância deixe de ser droga restrita aos internautas de classe média e ganhe as ruas.
Versão turbinada – No esforço para conquistar novos consumidores, os traficantes estão conseguindo alterar a composição até dos entorpecentes naturais. Há trinta anos, um cigarro de maconha continha apenas 3% de THC, o princípio ativo da erva. Hoje, graças a novas técnicas de plantio e manipulação genética, a quantidade de THC chega a até 14%. Algumas versões, como o skank, contêm até 33% da substância e podem provocar alucinações. Outra droga que ganha nova roupagem nesta virada de milênio é o LSD. Descoberto por acaso por um químico do laboratório farmacêutico Bayer, foi usado em experiências da Nasa, a agência espacial americana. O ácido lisérgico, imaginava-se, poderia evitar o enjôo que acometia os astronautas em ambientes de gravidade zero. Não funcionou. Serviu, no entanto, para abrir as "portas do inconsciente", como pregava seu guru Timothy Leary. O LSD de hoje vem acrescido de grandes doses de anfetamina. O objetivo é atender aqueles que se dispõem a sacolejar nas pistas de dança.
Os ingredientes do ecstasy também são conhecidos há muitas décadas. Nova e surpreendente é a modificação feita na droga pelos "químicos do narcotráfico". Desenvolvida em 1914 pelo laboratório Merck, para ser usada em psicoterapia de pacientes com traumas de abuso sexual na infância e no alívio da dor em doentes terminais de câncer, a substância metilenodioxidometanfetamina (MDMA) ressurgiria numa versão turbinada no final da década de 80 como a "droga do amor", ou simplesmente "E". A anfetamina serve de combustível para a maratona nas casas noturnas ou raves, aquelas megafestas que começam na madrugada e só terminam no meio da tarde. As luzes estroboscópicas e o ritmo bate-estaca da música eletrônica favorecem o efeito alucinógeno da droga. "A mistura do estimulante anfetamina com um alucinógeno foi adaptada quimicamente para quem pretende passar horas em uma pista de dança", diz a psiquiatra Maria Tereza de Aquino, diretora do Núcleo de Estudos e Pesquisa em Atenção ao Uso de Drogas, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
É em aditivos como o ice que os traficantes apostam o futuro de seus negócios. As drogas sintéticas podem ser produzidas por uma única pessoa, em um laboratório de fundo de quintal. Ao contrário da maconha e da folha da coca (usada para fazer cocaína), dispensam o espaço para plantação, o uso de mão-de-obra no plantio, colheita, processamento e transporte da matéria-prima. Nos Estados Unidos, na Ásia e em alguns países da Europa, como a Inglaterra, assiste-se a uma explosão no consumo de aditivos sintéticos. No Japão, 90% de toda a droga apreendida é da família das anfetaminas. Na Coréia, o ice ocupa o segundo lugar na lista da preferência dos dependentes. Oito de cada dez laboratórios desbaratados pela polícia americana fabricam as pedras estimulantes.
Em 1998, durante a Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas realizada em Nova York, decretou-se que até 2008 todas as drogas naturais e semi-sintéticas deverão ser erradicadas do mercado global. Depois, então, se investirá contra as sintéticas. Até lá, no entanto, os bandidos têm tempo mais do que suficiente para inventar e lançar um sem-número de novos entorpecentes. "O narcotráfico está se adaptando rapidamente a essa tendência", diz o chefe da divisão de repressão a entorpecentes da Polícia Federal, Getúlio Bezerra dos Santos. Para se ter uma idéia, neste ano já foram apreendidas na capital paulista 18.000 pedras de crack, um semi-sintético, e 20.000 pastilhas de ecstasy. Se as autoridades brasileiras até hoje têm dificuldades para encontrar enormes plantações de maconha no sertão nordestino, imagine-se o problema que será combater as fabriquetas clandestinas de onde saem essas novas substâncias.


Fonte: Maria Tereza de Aquino, psiquiatra da Universidade Estadual do Rio de Janeiro
Fotos Claudio Rossi/Esdras Martins/Milton Carello/Alfredo Franco/Gerry Gropp

BOA NOITE, CINDERELA


Boa-noite, Cinderela pode se referir a um crime que consiste em drogar uma vítima para roubá-la ou estuprá-la, ou às drogas usadas para executar este crime.
As drogas que costumam ser usadas no golpe são:
Também são conhecidas como "rape drugs" (em português: "drogas de estupro"). Em comum essas drogas apresentam um efeito depressor sobre o sistema nervoso central, principalmente quando combinadas com o álcool, que tem efeito similar.
O nome tem origem no uso dessas drogas para dopar vítimas em potencial de assalto ou abuso. Algumas vezes há lacunas de memória dos eventos no período de intoxicação. O efeito pode durar até cinco horas e trazer inclusive risco de morte por parada cardio-respiratória ou outros efeitos da intoxicação. 
O crime praticado com a utilização de tais drogas caracteriza-se como sequestro, com o agravante de expor a vítima ao risco de morte e incapacitação permanente por coma prolongado e distúrbios psicológicos pós traumáticos.
Não existe um único caso documentado de violação devido ao uso de Rohypnol. Estudos psiquiátricos consideram a classificação do Flunitrazepam como "rape drug" um mito urbano, divulgado por alguns jornais sensacionalistas. O uso simultâneo de Valium com álcool foi considerado bastante mais perigoso do que o flunitrazepam. Incapacidade de coordenar os movimentos, tendência para o corpo se deslocar para a esquerda ou direita, em que o consumidor, tendo consciência de tal facto, é incapaz de corrigir a sua trajetória, é um sintoma clássico do uso de Diazepam e álcool.
Face à natureza dos maus-tratos ou da agressão de detenção e grave sofrimento físico ou moral do seqüestro a pena é reclusão do criminoso por dois a oito anos acrescida das penalidades de estupro que são de 6 a 10 anos de reclusão, aumentando para 8-12 anos se há lesão corporal da vítima ou se a vítima possui entre 14 a 18 anos de idade, e para 12 a 30 anos, se a conduta resulta em morte.
Em alguns países os praticantes de crimes sexuais são devidamente identificados em bancos de DNA e outras características biológicas, obrigados a frequentar sessões de tratamento psicológico/ psiquiátrico sendo também obrigatório informar as autoridades policiais da comunidade onde reside a sua liberdade após cumprimento da pena.
Obs.: Boa-Noite, Cinderela era um quadro do programa de TV de domingo do Programa Silvio Santos, nos anos 70.

FONTE: WIKIPEDIA

TOXICOMANIA, DROGADIÇÃO OU TOXICODEPENDÊNCIA

Drogadição (português brasileiro) ou Toxicodependência (português europeu) é termo genérico criado para conter toda e qualquer modalidade de vício bioquímico por parte de um ser humano ou a alguma droga (substância química) ou à superveniente interação entre drogas (substâncias químicas), causada ou precipitada por complexo de fatores genéticos, bio-farmacológicos e sociais, incluídos os econômico-políticos.

Gênese

Considera-se, no domínio das ciências médicas conjugadas com as ciências sociopolíticas, ser "drogadição" o termo preferível para referir quer a dependência, quer a farmacodependência, quer a toxicomania, na hipótese de se poder inferir aí uma gradação, o que usualmente acontece, na maioria dos casos. Com efeito, sob a óptica de inclusão versus exclusão social, falar em drogadição é politicamente (lato sensu) preferível a citar diretamente alguma das modalidades. E, numa compreensão diagnóstica generalista, qualquer investigação clínica começa pelos aspectos gerais, definindo-se, na seqüência, especificidades.
Conquanto às vezes se proponha drogadição como "apenas desordem crônica" (a cultura científico-médica inglesa, por exemplo, é defensora e partidária desse entendimento), não é menos verdade, todavia, na prática clínica e na constatação médico-social, que drogadição pode manifestar-se em episódios agudos, os quais, na sequencia de evolução dos casos, eventualmente podem vir a tornar-se crônicos.

Terminologia e uso

Drogadição significa adição a drogas, conforme o Dicionário Aurélio século XXI. Sua etimologia tem a seguinte explicação: "Adicto, do latim addictu, é um adjetivo, que significa:
  1. Afeiçoado, dedicado, apegado.
  2. Adjunto, adstrito, dependente.
  3. Em medicina é quem não consegue abandonar um hábito nocivo, mormente de álcool e drogas, por motivos fisiológicos ou psicológicos.
Constata-se, no estudo de comportamentos relacionados à drogadição, que todas as acepções acima descritas são-lhe aplicáveis, de forma conjunta e sinérgica.

Adição e drogadição: formas

Adição psíquica

Adição psíquica refere-se à necessidade de usar certa droga para obter alívio das tensões, sensação de bem estar. Caracteriza-se por fenômenos cognitivos, com busca recorrente pelos efeitos iniciais do uso. Adição psíquica (ou dependência psicológica) normalmente age no cérebro e produz um ou mais dos efeitos: redução da ansiedade e a tensão; euforia ou outras mudanças agradáveis do humor; impressão de aumento da capacidade mental e física e alterações da percepção sensorial sobre a própria dependência química em ação na pessoa.
Os sintomas mais comuns são a ansiedade, a sensação de vazio, as dificuldades de concentração, os quais, contudo, podem variar em extensa gradação, na intensidade e no tipo, de pessoa para pessoa.

Dependência física

Dependência física é um estado de adaptação do corpo a uma droga, que suscita distúrbios físicos se o uso da droga é interrompido. Significa uma perda de controle sobre o uso da substância, criando um estado chamado de craving (em tradução livre — "ânsia"). A influência do tempo de uso da droga no usuário depende de vários fatores: forma de uso, compleição física do indivíduo, bem como sua carga genética.
O uso de uma droga em quantidades e frequências elevadas faz o organismo criar, por homeostase, meios de defesa , causando adaptação tal à droga que, na falta, funciona mal. É a síndrome de abstinência. 

Toxicomania

Toxicomania (do grego transliterado toxikon = "veneno" + mania = "loucura") caracteriza-se pelo uso excessivo e repetido de uma ou mais drogas (como analgésicos e psicotrópicos) sem efetiva necessidade ou justificação terapêutica. Segundo a Organização Mundial da Saúde a "definição estrita da toxicomania" compreende os quatro elementos seguintes: (1) um compulsão de consumir o produto; (2) uma tendência de aumentar as doses; (3) uma dependência psicológica e/ou física do(s) produto(s); (4) o surgimento de conseqüências nefastas sobre a vida cotidiana da pessoa (emotivas, sociais, econômicas etc.).

Base neurobiológica

A base neurobiológica responsável pelo desenvolvimento da dependência de drogas é o Sistema de Recompensa do Sistema Nervoso Central. No sistema límbico (área relacionada ao comportamento emocional), acha-se uma área relacionada à sensação de prazer, chamada circuito de recompensa cerebral. Estudos com animais demonstram que estímulos elétricos nestas regiões provocam sensações de prazer e levam as repetidas tentativas de estimulação. Todas as drogas de abuso, direta ou indiretamente, atuam no circuito de recompensa cerebral, podendo levar o usuário a buscar repetidamente essa sensação de prazer.

FONTE: WIKIPEDIA